O que consomes hoje define o amanhã de todos.

Há dados que nos chegam mas muitos de nós não os querem ver.
Um pouco como tantas vezes se faz com aquele sem abrigo por quem se passa ou aquele vizinho idoso que quer conversar mas nós…não temos tempo.
Continuamos com as nossas vidas. Sempre em frente. Sem parar.
E quem vier atrás… que feche a porta.

Bom, mas o próposito deste post de hoje é dar a conhecer alguns factos e números que fazem pensar, e que a Associação Portuguesa de Nutrição reuniu recentemente no seu ebook “Alimentar o Futuro: uma reflexão sobre sustentabilidade alimentar”. Uma ideia que merece ser partilhada.

Aqui ficam algumas notas:

– 1/3 dos alimentos produzidos em todo o mundo não é consumido;
– esse desperdício que não alimenta nem nutre ninguem é no entanto responsável por 8% da emissão dos gases de estufa;
 – 900 milhões de pessoas passam fome e 1,9 biliões de pessoas debatem-se literalmente no outro lado da balança com excesso de peso;
– são necessários 5.000 litros de água para produzir os alimentos que uma pessoa consome num dia. – São 1.000 garrafões de 5 litros, desses dos supermercados. Sim. Verdade.
– 31% das emissões de gases de estufa na Europa são da indústria alimentar, sendo mais de metade desse valor por via da indústria da carne e da dos lacticínios;
– o excesso de embalamento dos produtos é real e o plástico rodeia a nossa vida;

Urge uma alimentação sustentável com baixo impacto ambiental. Quando se veem os números a frio, algo tem de mudar.

O que podemos então fazer na nossa vida corrida do dia a dia?

– comprar produtos locais, sazonais, nos mercados, onde se consiga ver quem são os produtores (com baixa pegada ecológica – menor emissão de gases, e consumo hídrico para chegar à nossa mesa).

– ser mais criativos com o reaproveitar de sobras de comida, e não apenas quando se está em período de crise económica, mas sim porque estamos em período de crise… do planeta.

– aproveitar melhor os desperdícios (por exemplo, andam por aí a circular imensas ideias para fazer caldo de legumes real, não de cubinhos…com o que não se usa dos vegetais. E também se pode usar a polpa da fruta que fica separada na centrifugadora de sumos para fazer bolos, panquecas, muffins…)

– fazer uma gestão do que há na despensa e não comprar para acumular, comprar quando é realmente preciso.

– comprar mais coisas a granel, há cada vez mais opções, até na grande distribuição já há áreas dedicadas a comprar a peso.

– se tivermos de comprar produto embalado, comprar as doses maiores.

– olhar para o nosso lixo e ver como podemos diminuir a quantidade de pacotes cartonados de bebidas, frascos plásticos de gel de banho, shampoos, detergentes…

Muitas vezes dizemos, “Oh, se eu fizer isso não vai ter peso nenhum, não vai contribuir para nada.” Mas as mudanças fazem-se cabeça a cabeça, casa a casa. E no fim… mudamos o mundo. 😉

Podem ver o documento em detalhe aqui.

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